quarta-feira, 12 de maio de 2010

Nosso consumismo diário: necessidade ou futilidade??


Conversando com um amigo outro dia, ouvi dele que as ações do mercado mundial, do capital especulativo financeiro influenciam de maneira direta e indireta nossas interações pessoais, econômicas, políticas e sociais. Disse-me ainda que, sendo este um processo dinâmico e intenso, deveríamos ter o extremo cuidado diante do imperativo consumista ao qual estamos sendo expostos diariamente.

Disse-lhe que nas sociedades capitalistas o imperativo comercial tenta a todo custo padronizar o ser humano, suplantando barreiras culturais, sociais e psicológicas, visando apenas o consumo de seus produtos e serviços. Percebam que a cada novo dia um novo produto nos é apresentado, prometendo-nos um ideal de vida com muito mais facilidade, conforto etc. Diante disso, as pessoas vivem numa corrida desenfreada, na busca por novos produtos, deixando de lado suas identidades e tornando-se dependentes das necessidades que o mercado lhes cria.

Poderíamos então pensar: será que não estamos fazendo uso de excesso, de coisas fúteis ou desnecessárias? Esse um questionamento que considero importante fazer, devido à imposição dessa crescente “necessidade” de consumo a que estamos expostos diariamente.

Portanto, disse-lhe, se não pararmos e refletirmos sobre a verdadeira funcionalidade, e a real utilidade daquilo que consumimos, se não tomarmos cuidado, não apenas as pessoas ditas “escravas” desse consumismo desenfreado sofrerão as consequências, mas todos nós penaremos diante da irresponsabilidade descarada e do egoísmo que sustenta essa atual sociedade, onde os maiores valores do ser humano se resumem ao seu poder de compra e consumo.
Kico Seridó.